A Embraer teve receitas de 11,3 mil milhões de reais (1,9 mil milhões de euros) no segundo trimestre de 2026, um aumento homólogo de 10%, divulgou hoje a fabricante aeronáutica brasileira, que em Portugal detém uma participação de controlo na OGMA.
O resultado representa um “novo recorde para o período abril-junho”, destacando crescimentos de 22% em Defesa e Segurança, de 19% na Aviação Executiva e de 11% em Serviços e Suporte. Por outro lado, na área da Aviação Comercial, a empresa apresenta uma redução de 2% em relação ao segundo trimestre de 2025, algo que reflete “principalmente a apreciação do real frente ao dólar”, lê-se no comunicado.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu 1,5 mil milhões de reais (cerca de 550 milhões de euros), com margem de 13,4% no mesmo período do ano passado.
A fabricante entregou 65 aeronaves entre abril e junho, registando um crescimento de 7% na comparação com o período homólogo, o que representa o “seu melhor desempenho para o período nos últimos 16 anos”.
A Embraer entregou 109 aeronaves, cerca de 20% a mais do que as 91 entregues no primeiro semestre de 2025, segundo a companhia.
A carteira de encomendas firmes da empresa atingiu 34,5 mil milhões de dólares (cerca de 29,9 mil milhões de euros) no segundo trimestre de 2026, número que é considerado um recorde pela própria Embraer e que representa mais de 16% acima do valor registado há um ano.
Na área de Defesa e Segurança, segundo a Embraer, o resultado atingido deve-se “ao maior reconhecimento de receitas do KC-390 Millennium, relacionado com a carteira de clientes e ao estágio de produção”.
“A margem bruta aumentou de 19,6% para 20,6% em relação ao ano anterior, enquanto a margem EBIT ajustada saiu de 9,3%, para 12%, impulsionadas pela alavancagem operacional”, lê-se no comunicado.
A área de Aviação Executiva totalizou receitas de 3,7 mil milhões de reais (cerca de 596 milhões de euros), no segundo trimestre de 2026, um “aumento de 19% ano contra o ano passado devido ao maior volume de entregas e mix de produtos”.
Já a divisão de Serviços e Suporte alcançou receitas trimestrais de 2,9 mil milhões de reais (cerca de 494 milhões de euros), uma subida homóloga de 11%, sustentada por maiores volumes em todos os segmentos.
Na Aviação Comercial, a Embraer registou receitas de 3,2 mil milhões de reais (cerca de 545 milhões de euros) no trimestre, uma diminuição homóloga de 2%.
Ainda no balanço do segundo trimestre, a Embraer refere que “o crédito tributário, a isenção de tarifas e a melhoria de perspetiva nos negócios fizeram a companhia elevar as suas projeções para o ano como um todo”.
As perspetivas para o encerramento de 2026 “são de margem EBIT ajustada entre 10% e 10,6% (acima da faixa anterior de 8,7% a 9,3%).
Segundo a Embraer, durante o segundo trimestre de 2026, também houve crescimento no lucro líquido ajustado, que chegou a 1,1 mil milhões de reais (187,3 milhões de euros), o que representa um “aumento expressivo nas métricas de retorno para investidores”.
A companhia, terceiro maior fabricante de aviões do mundo, registou no primeiro semestre um lucro líquido atribuído aos seus acionistas controladores de 1,25 milhões de reais (cerca 214,3 milhões de euros), o que representa um crescimento de 42,6 % em relação ao mesmo período do ano passado.
Ao nível do investimento, a empresa reportou 609,2 milhões de reais (cerca de 110 milhões de euros) no segundo trimestre de 2026, acima dos 576,5 milhões de reais (cerca de 104 milhões de euros) no mesmo período de 2025.
A Embraer é fabricante e líder mundial de aeronaves comerciais até 150 lugares, tem mais de 100 clientes em todo o mundo e mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, no continente americano, África, Ásia e Europa. Em Portugal, é acionista maioritária da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca, com 65% do capital.






