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Boeing vende três subsidiárias à Archer Aviation e fica com 20% da fabricante de aeronaves elétricas

A Boeing vai vender três subsidiárias à Archer Aviation e ficar com uma participação de 19,75% na fabricante de aeronaves elétricas. A operação deverá ser concluída até ao final de 2026.

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A Boeing vai vender três subsidiárias à Archer Aviation e ficar com uma participação de 19,75% na fabricante de aeronaves elétricas. A operação transfere para a Archer tecnologias de voo autónomo, drones militares e gestão de espaço aéreo, e permite à Boeing manter acesso a parte destas capacidades e concentrar os investimentos nas suas principais áreas de negócio. A operação deverá ser concluída até ao final de 2026.

O acordo envolve a Wisk Aero, a SkyGrid e a Insitu e junta numa mesma empresa tecnologias desenvolvidas ao longo de décadas nos segmentos dos sistemas autónomos, aeronaves elétricas de descolagem e aterragem vertical (eVTOL) e sistemas aéreos não tripulados (UAS).

“Esta transação é vantajosa para a Boeing e para a Archer. Permite que a Wisk, a SkyGrid e a Insitu acelerem o desenvolvimento das suas capacidades e o tempo de lançamento no mercado, ao mesmo tempo que garante que a Boeing capitalize os seus investimentos nessas tecnologias ao longo das últimas duas décadas por meio do desenvolvimento contínuo nos nossos negócios principais”, afirma Brian Yutko, vice-presidente de Desenvolvimento de Produtos de Aeronaves Comerciais da Boeing, citado em comunicado.

A Boeing receberá títulos da Archer correspondentes a 19,75% das ações Classe A da empresa antes da conclusão da operação, ficando ainda com opção para adquirir ações adicionais durante os quatro anos seguintes. O acordo prevê também uma colaboração contínua entre as duas empresas e um mecanismo de partilha de tecnologia.

A operação pretende criar uma plataforma de “IA física” para os setores aeroespacial e da defesa, combinando as tecnologias de autonomia das três empresas da Boeing com a plataforma de inteligência artificial da Archer, denominada ZEE, desenvolvida especificamente para aplicações aeroespaciais e de defesa.

“Este é um momento decisivo para a Archer e para o futuro da IA ​​física nos setores aeroespacial e de defesa. Este é o próximo grande passo para nos tornarmos uma plataforma diversificada, expandindo rapidamente nossa base de receita e dando escala aos nossos negócios”, assinala Adam Goldstein, fundador e CEO da Archer, citado na nota.

O negócio deverá ser concluído até ao final deste ano, dependendo da análise da autoridade de concorrência.

A transação representa uma mudança de posição da Boeing perante algumas das tecnologias que poderão marcar a próxima geração da aviação. Em vez de desenvolver diretamente empresas de eVTOL, gestão de espaço aéreo autónomo e drones, passa a manter uma participação na empresa que as reúne, preservando simultaneamente acesso a tecnologias que poderão ser utilizadas nos seus futuros aviões comerciais e sistemas de defesa.

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