O Banco Central Europeu decidiu manter as taxas de juro inalteradas, numa tentativa de equilibrar o controlo da inflação com o apoio ao crescimento. A decisão estava em linha com as expectativas dos mercados e não provocou movimentos relevantes na dívida soberana.
É a terceira reunião consecutiva sem alterações. A taxa de depósito fica nos mesmos níveis desde o início do ano, depois de um ciclo de cortes que os analistas consideram encerrado — pelo menos enquanto os serviços continuarem a puxar os preços.

Nas projeções revistas, a inflação só regressa ao objetivo de 2% em 2027. O que mudou não foi o destino, foi o caminho: o banco admite agora que lá chegar exige manter a política restritiva durante mais tempo do que dizia em março.
Ler maisPreço da energia pressiona orçamentos das famíliasPara as famílias portuguesas, o efeito prático é a estabilização das prestações. Segundo os dados do Banco de Portugal, mais de nove em cada dez contratos de crédito à habitação em Portugal são de taxa variável — o que torna cada decisão de Frankfurt uma notícia doméstica.
“
O erro seria ler esta pausa como o fim do aperto. Não é uma mudança de rumo, é uma paragem para ver o efeito do que já foi feito.”
Helena Vasconcelos
Economista-chefe do gabinete de estudos ECO
Os economistas dividem-se quanto ao próximo passo. A leitura maioritária aponta para o primeiro corte no final do próximo ano, mas há quem admita que o cenário de preços da energia possa antecipar essa decisão.
Ler maisBolsa de Lisboa fecha em alta com a banca a puxar pelo PSI





