O desemprego registado nos centros de emprego em Espanha aumentou em 19.517 pessoas em julho, quando a expectativa era de uma redução, mas a Segurança Social voltou a registar um máximo histórico de novos inscritos (22,5 milhões) devido ao processo de regularização extraordinária de estrangeiros que coloca o nível de emprego em máximos.
O desemprego registado nos centros de emprego aumentou 0,85% em julho, face ao mês anterior, de acordo com dados publicados esta terça-feira pelo Ministério espanhol do Trabalho e da Economia Social, que explica que este aumento “atípico” se deve a uma sensibilidade cada vez menor à sazonalidade e a uma redução da média de descida após a reforma laboral.
Entre 2010 e 2019, o desemprego registado costumava diminuir, em média, cerca de 45 mil em julho, mas, desde a reforma do mercado de trabalho, a diminuição média em julho passou a ser apenas de 4.981.
Com o aumento de julho, o número total de desempregados é agora de 2,31 milhões de pessoas, o valor mais baixo neste mês desde 2007, mas voltou a superar a marca dos 2,3 milhões de desempregados, da qual tinha descido em junho pela primeira vez em 18 anos.
No último ano, o desemprego acumulou uma redução de 93.107 pessoas, o que representa uma diminuição de 3,87%.
O aumento do desemprego verificou-se sobretudo nos setores dos serviços (+8 211), da construção (+2 433) e entre quem procura emprego pela primeira vez (+8 268), em grande parte devido ao processo extraordinário de regularização em curso, que está a permitir que trabalhadores sem documentos, que já viviam em Espanha, se registem pelos primeiros vez nos serviços públicos de emprego.
Este processo também revela que o emprego líquido aumentou em 79.567 em julho, elevando o total de empregos formais para 22,5 milhões. “Nos últimos 12 meses, o número de inscritos na Segurança Social aumentou em 642.562; uma variação homóloga que acelerou até ultrapassar os 2,9%, o que representa o ritmo de criação de emprego mais elevado desde abril de 2023”, explica o Ministério do Trabalho e da Economia Social.

O emprego estrangeiro aumentou em julho em 66.046 pessoas, atingindo um total de 3,5 milhões de pessoas empregadas, o que representa 15,6% do total: a 30 de julho, havia 262.475 estrangeiros inscritos na Segurança social provenientes da regularização, indica ainda o Ministério.
O setor que mais cresceu no último ano, considerando o total de inscritos no Regime Geral da Segurança Social e no Regime Especial dos Trabalhadores Independentes, foi o das Atividades de Edição, Radiodifusão e Produção e Distribuição de Conteúdos (6,4%). Seguem-se a Construção (6,1%) e as Atividades Imobiliárias (5,6%), detalham os dados do Ministério.






