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Alegado conflito de interesses nos serviços hospitalares anulou negócios de milhões

Alegado conflito resulta de uma “teia de relações” entre três entidades: o SUCH, que contratava serviços à NEOVALOR, uma das suas maiores fornecedoras, e, ao mesmo tempo, detinha integralmente a EAS.

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A Inspeção-Geral da Saúde e a comissão de combate à fraude do SNS estão a analisar um alegado conflito de interesses nos serviços hospitalares que já levou à anulação de negócios no valor de 1,28 milhões.

Segundo noticiou esta quinta-feira a CNN Portugal, uma dirigente dos serviços hospitalares assinava contratos milionários “dos dois lados da mesa” e a sobreposição de funções levou à declaração de nulidade de três negócios, numa situação considerada pelo Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) como “conflito de interesses grave e estrutural”.

A informação divulgada pela CNN Portugal explica que a dirigente da instituição representava, ao mesmo tempo, a empresa que recebeu as adjudicações.

O caso surge numa altura em que decorre uma auditoria da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) ao SUCH, a entidade responsável por assegurar vários serviços essenciais ao funcionamento dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e averiguações da estrutura de combate à fraude no SNS, liderada pelo juiz Carlos Alexandre.

A CNN Portugal explica que o alegado conflito resulta de uma “teia de relações” entre três entidades: o SUCH, que contratava serviços à NEOVALOR, uma das suas maiores fornecedoras, e, ao mesmo tempo, detinha integralmente a EAS – Empresa de Ambiente na Saúde – que, por sua vez, participava no capital da NEOVALOR.

No centro deste circuito estava uma funcionária que, além de exercer funções como adjunta da Direção Regional do Norte e diretora do Serviço de Comunicação do SUCH, era gerente única da EAS e tinha uma procuração que lhe conferia poderes para representar a NEOVALOR nos contratos celebrados com o próprio SUCH.

Na prática, a mesma dirigente ocupava posições nos vários níveis de um circuito contratual: exercia funções na entidade que adjudicava, dirigia a empresa do universo SUCH ligada à fornecedora e tinha poderes para representar a empresa que recebia os contratos, refere a CNN Portugal.

Foi esta sobreposição que levou o Conselho de Administração dos SUCH a concluir que existia uma situação “grave, estrutural e objetivamente incompatível com os deveres de imparcialidade e separação funcional exigíveis na contratação pública”, acrescenta.

À CNN Portugal, o Ministério da Saúde não se pronunciou sobre os assuntos que estão a ser analisados pela IGAS e pela comissão de combate à fraude, mas considera que a decisão de declarar nulos os atos de assinatura demonstra que “neste momento os mecanismos de prevenção de conflitos de interesses estão a funcionar”.

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Comentários (1)

  • André Monedo

    A médica, é gestora de 6 empresa, privadas, desde 2021. Foi nomeada, para o conselho de administração, da directoria norte, em Janeiro de 2025, com um cargo de secretária de serviços. Sobre ordem, do ministério da saúde, foi promovida, em Abril, de 2500 euros para 9000 euros mensais, assim como passar a gerir a contratação externa de 7 hospitais. E, é curioso que, a 19 de Março, de 2026, desvinculou-se, do PSD-Porto, para ser nomeada vice-presidente, do Chega-Penafiel. Estes 3 (de 8402, em investigação) foram assinados, entre Junho de 2025 e Abril, de 2026. Há outros, que as mesmas empresas receberam valores e contratos foram revogados, poucos dias após, sem qualquer explicação. Alguns, assinados em Junho, de 2026, quando já havia notificação, à directoria norte, sobre a dirigente, ter assinado contratos públicos, em nome próprio. O governo ignorou, até surgir a notificação judicial, para o caso. 

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