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Rompido ‘noivado’ com Moeve, Paula Amorim vê Galp atrativa para outras uniões

‘Noivado’ de 10 meses com a espanhola Moeve não resultou em ‘casamento’, mas com crescimento, negócios e portefólio atrativos, Galp continua a ser bom partido para consolidação, segundo Paula Amorim.

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© Hugo Amaral/ECO

Para a chairperson da petrolífera portuguesa, a oportunidade de criar um importante operador europeu ao fundir os negócios de refinação e distribuição com a Moeve tinha “potencial significativo“, mas as partes não conseguiram chegar a acordo comercial.

Ao mesmo tempo que lamentava a quebra das negociações sem acordo, a presidente da Galp referiu por várias vezes que o racional de a Galp se aliar nos negócios downstream e manter isolado sob seu controlo o rentável negócio de exploração e produção de petróleo – o upstream – continua a ser “convincente”.

Segundo Amorim, a Galp “continua excecionalmente bem posicionada”, com um dos perfis de crescimento a montante mais atrativos do setor, negócios industriais e comerciais sólidos e um
portfólio diversificado que abrange energias renováveis e atividades de comercialização significativas.

“Esta combinação de negócios, aliada a um balanço financeiro sólido e a uma capacidade substancial de geração de caixa, proporciona à Galp uma base sólida para continuar a crescer, a investir e a criar valor”, explicou a empresária, que lidera a Amorim Energia, maior acionista da Galp com 37,51%.

Esta segunda-feira a Galp anunciou também que o lucro líquido disparou 68%, em termos homólogos, para 682 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, impulsionado pela subida dos preços do petróleo e da margem de refinação. O desempenho permitiu à empresa rever em alta o guidance para o EBITDA para 2026, de cerca de 4 mil milhões de euros, para cerca de 5 mil milhões de euros.

A disciplina na alocação de capital e a criação de valor a longo prazo continuarão a orientar as nossas decisões, sublinhou.

Continuamos convencidos da lógica estratégica da consolidação no setor no downstream e da importância das parcerias estratégicas, assentes num forte alinhamento e numa visão partilhada, como motores fundamentais da competitividade, da transformação do negócio e do crescimento sustentável.

Quando as negociações foram anunciadas, a 8 de janeiro, as ações da Galp reagiram em forte alta, avançando 10,7% em cinco sessões. Esta segunda-feira, os títulos da petrolífera fazem o caminho inverso e caem 9%, um queda que a confirma-se no fecho seria a maior desde 9 de dezembro de 2025.

“Os investidores esperavam que o negócio fosse concluído no início do quarto trimestre, prevendo-se que o negócio eliminasse um dos principais obstáculos à hipótese de uma aquisição da Galp”, afirmaram os analistas do RBC, numa nota citada pela Reuters.

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