As ações da Galp abriram a sessão desta segunda-feira em forte queda, depois da empresa ter anunciado o fim das negociações com a espanhola Moeve sem acordo para uma fusão dos negócios downstream, uma notícia que está a sobrepor-se aos fortes resultados da petrolífera portuguesa.
“Os investidores esperavam que o negócio fosse concluído no início do quarto trimestre, prevendo-se que o negócio eliminasse um dos principais obstáculos à hipótese de uma aquisição da Galp”, afirmaram os analistas do RBC, numa nota citada pela Reuters.
Às 08h13 as ações da Galp tombam 11,15% para 20,40 euros cada. A confirmar-se a tendência até ao fecho, deverá representar a pior sessão da Galp desde 9 de dezembro de 2025, quando os investidores reagiram de forma negativa ao anuncio de uma parceira com a francesa TotalEnergies para exploração de petróleo na Namíbia.
Ler maisGalp e Moeve falham acordo para fundir negóciosA Galp e a espanhola Moeve encerraram as negociações com vista a fundir os negócios de refinação e distribuição sem chegar a acordo, anunciou a petrolífera portuguesa esta segunda-feira, confirmando uma notícia que o ECO avançou em primeira mão na noite de domingo.
“Na sequência do anúncio de 8 de janeiro de 2026, relativo a um acordo não vinculativo
entre a Galp e os acionistas da Moeve, a Mubadala Investment Company e o The Carlyle Group, e na sequência de negociações exaustivas entre as partes, não foi alcançado qualquer acordo”, informou a Galp num comunicado divulgado pela CMVM.
Quando as negociações foram anunciadas a 8 de janeiro, as ações da Galp reagiram em forte alta, avançando 10,7% em cinco sessões.
Esta segunda-feira a Galp anunciou também que o lucro líquido disparou 68%, em termos homólogos, para 682 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, impulsionado pela subida dos preços do petróleo e da margem de refinação.
