Publicidade
970×250320×100

Combustíveis vão disparar na próxima semana. Gasolina arrisca a maior subida desde junho de 2022

A poucas horas de um aumento acentuado do gasóleo e da gasolina, veículos eram abastecidos numa das bombas com preços mais baixos no país.

Partilhar

A poucas horas de um aumento acentuado do gasóleo e da gasolina, veículos eram abastecidos numa das bombas com preços mais baixos no país, na Amadora, a 7 de março 2026.

O preço do litro de gasóleo deverá subir 15 cêntimos na segunda-feira, enquanto a gasolina arrisca um aumento de 12 cêntimos por litro, de acordo com as estimativas avançadas pelo Automóvel Club de Portugal (ACP). A confirmar-se, será a maior subida do preço da gasolina em mais de quatro anos, sem contar com a atualização do apoio do Governo.

Partindo dos preços médios praticados na quinta-feira, o preço médio do gasóleo deverá alcançar 2,169 euros, enquanto a gasolina chegará aos 2,142 euros, antecipa o ACP. Estas estimativas consideram os preços do petróleo até ao fecho da sessão de quinta-feira, explica o ACP, e ainda não incluem o ajuste no desconto dado pelo Governo no ISP.

No caso da gasolina, e sem contar com o ajuste no apoio, será a maior subida desde meados de 2022, quando a gasolina simples 95 encareceu 12,6 cêntimos por litro na semana de 6 a 12 de junho desse ano, nos primórdios da guerra da Ucrânia, segundo cálculos do ECO a partir da série diária publicada pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Quanto ao gasóleo, será a maior subida em 26 semanas, desde a semana de 9 a 15 de março deste ano, altura em que o diesel sofreu um aumento de 19,9 cêntimos por litro, segundo cálculos a partir da série diária da DGEG. Tanto na gasolina como no gasóleo, os cálculos foram feitos a partir da média dos preços médios diários divulgada pelo instituto para cada semana.

Petróleo a caminho da maior subida semanal desde julho

Este duro agravamento dos custos dos combustíveis rodoviários está intimamente ligado à escalada dos preços do petróleo esta semana. A matéria-prima caminha para fechar a semana de maior valorização acumulada desde julho, na sequência da nova troca de ataques entre os EUA e o Irão.

Os futuros de referência do Brent, que servem de referência nas importações nacionais, apresentam uma subida marginal de 0,02% na manhã desta sexta-feira, para 95,52 dólares o barril. Olhando para o desempenho na semana, a valorização acumulada aproxima-se dos 7%, a mais elevada desde a semana de 24 de julho.

A subida é ainda mais acentuada no caso do norte-americano WTI. O contrato de referência sobe 0,2%, para 91,49 dólares o barril. Mas, na semana, a valorização acumulada fica perto dos 10%, apenas superada pela subida semanal de 15,52% registada na semana de 17 de julho.

“O mercado está a entrar numa fase delicada de adaptação. Os inventários elevados ajudaram a absorver a crise inicial de abastecimento, mas o desafio agora é manter o mercado equilibrado à medida que esse amortecedor vai diminuindo”, explicaram os analistas da empresa de análise de mercados ANZ, citados pela Reuters.

Ao longo do dia, o Governo deverá publicar no Diário da República a portaria que ajusta o desconto dado no ISP a partir da próxima semana, que compensa o aumento da receita arrecadada pelo Estado com o IVA. Perante uma subida prevista desta envergadura, o apoio concedido deverá aumentar.

Partilhar

Comentários (01)

  • Jose Oliveira

    Teste

Precisa fazer login para poder comentar. Entrar

Publicidade
728×90320×100

Receba o melhor do ECO na sua caixa de entrada

15 newsletters sobre economia, mercados, IA, direito e muito mais.