
O Turismo de Portugal alargou até dia 9 de setembro o prazo para entrega de candidaturas para a sua conta de criatividade, a concurso para os próximos três anos. No período em que competia ao Turismo dar esclarecimentos, foi então entendido alargar o prazo para a entrega de propostas. “O alargamento do prazo de apresentação de propostas teve por objetivo termos o maior número de propostas e assim aumentar as possibilidades de escolha”, explica ao +M Lídia Monteiro, vogal do conselho diretivo do Turismo de Portugal, com o pelouro do marketing e promoção internacional.
Até ao momento, e apenas a título indicativo, as peças do concurso foram levantadas por 30 empresas.
Ler maisTurismo de Portugal abre concurso para agência criativaO concurso, de 3,21 milhões de euros para a produção e gestão de conteúdos de comunicação do destino Portugal entre 2026 e 2029, arrancou formalmente a 5 de agosto, como avançou o +M, e as agências tinham até às 23h59 de 2 de setembro para submeter as suas propostas, dispondo de um prazo total de 28 dias.
Agora, o prazo é alargado uma semana, descolando mais do mês de agosto, período típico de férias, pelo que é mais complicado as agências darem resposta.
“Agosto é um mês em que as agências, aliás como as empresas, estão mais desfalcadas porque [os trabalhadores] estão de férias, e coincide com a altura em que muitas preparam o mês de outubro”. “Ao contrário do que possa parecer, são meses de enorme volume de trabalho com menos pessoas. Um concurso em pleno mês de agosto é sempre bastante mais complicado, nomeadamente um concurso com essa dimensão e importância”, dizia ao +M António Roquette, presidente da Associação Portuguesa de Agências de Publicidade (APAP)
A seleção do vencedor dará prioridade à qualidade técnica, que representa 75% da nota final, enquanto o fator preço se fixa nos 25%.
A conta criativa do organismo está entregue à Dentsu Creative desde, pelo menos, 2016, de acordo com os dados do portal Base. No último concurso público do género, lançado em maio de 2023 com um valor base de 2,8 milhões de euros, a agência disputou a conta com a Fuel, Creative Minds, NTT Data Portugal, Havas, Indice ICT & Management e LPM.
No programa do concurso, ao nível da qualidade técnica, as agências têm de responder a duas situações. No briefing estratégico têm de conceber um projeto de comunicação até 12 meses destinado a mercados internacionais prioritários, “que contribua para afirmar Portugal como um lugar de encontro entre pessoas, valorizando a dimensão humana da experiência turística”. No briefing tático, pretende-se a conceção de um projeto de comunicação até seis meses dirigido aos mercados internacionais prioritários do Brasil, Estados Unidos e Reino Unido, “que contribua para afirmar Portugal como um destino de Turismo Literário”. As propostas criativas devem ser redigidas na língua inglesa, sem necessidade de tradução.
Os concorrentes devem “declarar expressamente” todas as componentes da proposta técnica e criativa desenvolvidas com recurso a ferramentas de inteligência artificial.
O caderno de encargos prevê que a agência vencedora aloque obrigatoriamente uma equipa de cinco profissionais — gestor de cliente, editor/produtor de vídeo, gestor de redes sociais, designer e copywriter — que “desempenharão as suas funções em regime de exclusividade” nas instalações do Turismo de Portugal.
O documento revela ainda que o Turismo de Portugal pretende afetar à compra de meios, em 2027 e nos dois anos subsequentes, cerca de dez milhões de euros por ano.
Para formalizar a candidatura, os concorrentes devem apresentar o Documento Europeu Único de Contratação Pública, as propostas técnica e de preço, a declaração de experiência do gestor de projeto – e dos restantes recursos humanos obrigatórios – e a certidão permanente atualizada.





