Publicidade
970×250

Com escassez de sistemas Patriot, Ucrânia quer usar Starlink para atingir lançadores de mísseis na Rússia

A Ucrânia procura alternativas que suprimam a escassez dos mísseis intercetores norte-americanos Patriot. Zelensky terá pedido o uso do Starlink em drones para atingir lançadores de mísseis russos.

Partilhar

A Ucrânia quer reforçar-se com drones equipados com o sistema Starlink para atingir lançadores de mísseis balísticos até 200 quilómetros dentro do território russo. A medida precisaria da aprovação de Elon Musk, cuja postura em relação a Kiev e ao uso do seu serviço de internet via satélite tem oscilado.

O pedido surge numa altura em que a Ucrânia enfrenta uma escassez grave de intercetores norte-americanos Patriot, a única capacidade do arsenal ucraniano considerada eficaz para abater os mísseis balísticos russos. Ao mesmo tempo, Moscovo aumentou a produção e utilização de mísseis e drones, aumentando a pressão sobre a defesa aérea ucraniana.

Ler maisZelensky apela aos EUA que venda entre 5% e 10% dos Patriot

O pedido foi levado por Volodymyr Zelensky a Donald Trump durante o encontro que ambos tiveram na Casa Branca em julho e que o líder ucraniano denominou como “um bom encontro”. Contudo, o republicano afirmou que ainda não decidiu se Washington vai autorizar a produção de mísseis Patriot em território ucraniano, recuando face às declarações feitas no início de julho.

Segundo indicaram pessoas familiarizadas ao Financial Times, o presidente da Ucrânia pediu ao homólogo norte-americano que falasse com Musk sobre a possibilidade de permitir o uso do Starlink em drones de longo alcance até 200 quilómetros dentro da Rússia.

Em vez de tentar intercetar todos os mísseis depois de lançados, Kiev ambiciona destruir os próprios lançadores, sistemas de comando e outras infraestruturas que permitem os ataques. Drones ligados à Starlink podem manter comunicações mais robustas a grandes distâncias e ser menos vulneráveis a formas convencionais de interferência eletrónica.

A decisão depende, em última instância, de Elon Musk autorizar esse tipo de utilização do Starlink. O empresário já impôs no passado limites à utilização da rede por forças ucranianas em operações contra posições russas, alegando receios de escalada.

Mais recentemente, em fevereiro, bloqueou o uso não autorizado do Starlink pelas forças russas na Ucrânia, numa decisão que Kiev considerou importante para proteger as suas defesas.

A urgência para encontrar alternativas aumentou depois de novos ataques russos. Na última semana, uma vaga de ataques balísticos, de cruzeiro e com drones atingiu Kiev e matou pelo menos 17 pessoas, enquanto a Ucrânia voltou a alertar para a escassez de intercetores. Zelensky tem pedido aos aliados europeus e norte-americanos mais sistemas Patriot e outras capacidades de defesa aérea.

Nem a SpaceX nem Elon Musk comentaram até agora. Porém, na segunda-feira, depois do ex-ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, elogiar o papel do Starlink na defesa ucraniana, Musk respondeu apenas: “A tentar fazer a coisa certa. Espero que haja paz em breve”, sem fazer referência ao pedido de Kiev.

Partilhar

Comentários (0)

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião

Precisa fazer login para poder comentar. Entrar

Publicidade
728×90

Receba o melhor do ECO na sua caixa de entrada

15 newsletters sobre economia, mercados, IA, direito e muito mais.