Os principais escritórios de advogados dos Estados Unidos estão a começar a recrutar estudantes que frequentam apenas os primeiros meses de faculdade, o que tem levado a uma “onda” de críticas, tanto por parte dos alunos, como da American Bar Association (ABA) – a Ordem dos Advogados americana, avança o Financial Times. As firmas estimam que, mesmo que a inteligência artificial reduza o número necessário de jovens advogados, isso valorizará ainda mais a capacidade de oferecer os mais talentosos, o que atraia mais clientes e faturação.
Ler mais“O setor petrolífero tem mostrado uma resiliência que muitos não antecipavam há alguns anos”Por exemplo, os escritórios Paul Weiss, Simpson Thacher e Milbank já anunciaram que vão começar os processos de candidatura para estudantes do primeiro ano que pretendam ocupar cargos de estagiários de verão antes do natal. Estes cargos de verão servem de “trampolim” para empregos permanentes em 2029, que atualmente oferecem salários que podem chegar aos 235.000 dólares, cerca de 213.830 euros.
A ABA considera que contratar estudantes tão cedo está a “mudar a experiência dos estudantes de Direito de forma negativa”. Entre os problemas apontados está o aumento dos níveis de ansiedade e depressão.
No ano passado, vários escritórios de advogados americanos começaram, pela primeira vez, a contratar no outono, numa corrida para recrutar os futuros advogados mais talentosos, obrigando os concorrentes a seguir o exemplo para não ficarem de fora.






