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Dentsu pondera eliminar 160 unidades internacionais até 2028

Com o grupo de publicidade a antecipar que alguns mercados registem prejuízo no final do atual ano fiscal, a Dentsu atualizou o seu plano de gestão de médio prazo até 2028.

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O grupo publicitário japonês Dentsu está a ponderar cortar até 160 unidades internacionais até 2028, avança a publicação Campaign. A medida surge após a empresa ter admitido, na apresentação de resultados do primeiro semestre, que a incerteza macroeconómica continuará a deixar vários mercados em prejuízo no ano fiscal de 2026.

A reestruturação prevê a redução de 70 a 80 entidades ainda este ano, a que se poderá somar uma nova vaga entre 50 e 80 até 2028. A Dentsu não revelou se este processo provocará novas eliminações de postos de trabalho.

Até ao final do primeiro semestre, a empresa concluiu 88% dos 3.400 cortes de postos de trabalho anunciados em agosto de 2025. Neste primeiro semestre do ano, ocorreram menos de 900 eliminações, ficando pendentes cerca de 400 reduções até ao final do ano fiscal de 2027.

Na atualização do plano de gestão de médio prazo, o grupo ambiciona atingir uma margem operacional de 16% e um crescimento orgânico da receita líquida entre 2% e 3% até 2028, tendo definido prioridades por mercados. Durante o primeiro semestre de 2026, a Dentsu registou uma margem operacional de 12,3% e um crescimento orgânico de 0,3%.

Na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África) — que registou recentemente a saída do português André Freire de Andrade –, a prioridade é o turnaround. O grupo revela ter perdido quota em mercados-chave e estar a enfrentar forte pressão nas margens, fruto da fragmentação dos serviços e da intensificação da concorrência em grandes concursos. Para inverter o cenário, a empresa aponta para a necessidade de um modelo operacional otimizado que fortaleça a ligação aos clientes e permita escalar serviços.

A estratégia foca-se então em três pontos:

  • Impulsionar as propostas integradas lideradas pela divisão de media
  • Focar o investimento em mercados prioritários
  • Consolidar as operações e otimizar a prestação de serviços

Recorde-se que a companhia registou em 2025 um prejuízo recorde de 327,6 mil milhões de ienes — cerca de 1,8 mil milhões de euros — que levou a várias mudanças na hierarquia do grupo.

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