O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma proclamação presidencial aplicando direitos aduaneiros, que podem chegar 100%, a importações de drones e componentes para estas aeronaves não-tripuladas, fabricadas sobretudo na China.
Num texto publicado pela Casa Branca na quinta-feira, Trump justificou a decisão com a proteção da segurança nacional dos Estados Unidos.
Será aplicada uma taxa de 100% aos drones cujo peso à descolagem exceda 25 quilogramas, aos equipados com câmaras térmicas, às estações de recarga para drones e a determinados componentes. Está previsto um direito aduaneiro de 25% para os drones mais pequenos.
As tarifas não se aplicam apenas a drones com origem na China. Uma tarifa de 15% será imposta a drones e componentes da União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Suíça e Taiwan e uma de 10% aos drones vindos do Reino Unido, “desde que praticamente todo o hardware, software e tecnologia tenham origem nestes países e nos Estados Unidos”, pode ler-se no comunicado da Casa Branca.
O objetivo, segundo Donald Trump, é “incentivar a produção” de drones nos Estados Unidos e “reduzir a dependência” de fornecedores estrangeiros.
No âmbito desta decisão, o secretário do Comércio está autorizado a “estabelecer um programa de relocalização da produção no país para empresas que realizem novos investimentos no fabrico de drones e de componentes para drones”.
A empresa chinesa DJI, fundada em 2006, conquistou mais de dois terços do mercado mundial de drones nos últimos anos, de acordo com vários estudos.
A maioria destes novos direitos aduaneiros deverá entrar em vigor a 3 de setembro.






