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Seca trava centrais nucleares e ameaça energia da Europa

A seca e as temperaturas extremas estão a comprometer a produção nuclear em vários países europeus, obrigando ao encerramento de reatores e expondo a vulnerabilidade energética do continente.

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A vaga de calor e a seca prolongada que afetam grande parte da Europa estão a transformar-se numa crise energética, ao condicionarem o funcionamento de centrais nucleares em vários países e obrigarem governos a adotar medidas extraordinárias para manter o abastecimento elétrico.

Na Roménia, a empresa estatal Nuclearelectrica começou a desligar da rede o único reator em operação na central de Cernavoda devido ao baixo caudal do rio Danúbio, uma artéria económica vital que se estende por mais de 2.800 quilómetros.

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Antes dessa decisão, o Governo romeno tentou manter a central operacional através da dragagem do rio, do afundamento de barcaças carregadas com pedras e até da realização de explosões subaquáticas controladas para melhorar o fluxo de água, segundo o CNBC.

Os dois reatores da única central romena fornecem habitualmente cerca de 20% da eletricidade consumida na Roménia. A empresa não avançou uma data para a retoma da atividade da central.

Na Hungria, a situação registou uma ligeira melhoria depois de a chuva elevar os níveis do Danúbio. O primeiro-ministro, Peter Magyar, anunciou que uma turbina da central nuclear de Paks voltou a produzir eletricidade, permitindo que duas das oito turbinas da infraestrutura retomassem a operação.

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No arranque deste mês, Magyar afirmou que a única central nuclear do país parou devido aos níveis demasiado baixos no Danúbio, uma “situação inédita em 44 anos”. Situada a cerca de cem quilómetros a sul de Budapeste, a central de Paks assegura quase metade da produção elétrica do país.

Em França, onde a energia nuclear representa cerca de 70% da eletricidade produzida, a EDF reduziu a potência de vários reatores devido às elevadas temperaturas e às restrições ambientais.

Segundo o Politico, o país foi forçado a desligar um número recorde de centrais nucleares este verão devido à conjugação de calor extremo, incêndios florestais e seca.

A empresa de energia foi ainda obrigada a encerrar três reatores da central de Gravelines, no norte do país, depois de uma “infestação maciça de alforrecas” ter acionado automaticamente os sistemas de proteção, refere a empresa francesa.

A vulnerabilidade da energia nuclear a fenómenos climáticos extremos resulta da necessidade de grandes quantidades de água para arrefecer os reatores, motivo pelo qual muitas destas infraestruturas estão localizadas junto a rios ou zonas costeiras.

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