Os custos suportados pelas empresas com os salários aceleraram no segundo trimestre do ano. De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os encargos subiram 5,4% em termos homólogos, acima do aumento de 5,3% verificado no arranque do ano. Já os demais custos por hora trabalhada cresceram 5,2% entre abril e junho em comparação com o último ano, abrandando face à variação que tinha sido registada no início do ano.
“No segundo trimestre de 2026, o Índice de Custo do Trabalho registou um acréscimo homólogo de 5,4%. No trimestre anterior, tinha aumentado 5,3%. Os custos salariais (por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 5,4% e os outros custos (também por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior“, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta manhã.
Ler maisSalários acima dos 3 mil euros quadruplicam numa décadaNo que diz respeito aos encargos com remunerações, é de realçar que, no trimestre anterior, a subida tinha sido de 5,3%, o que significa que houve uma aceleração entre abril e junho.
Entre os vários setores da economia nacional, foi na construção que se registou o maior acréscimo homólogo (6,7%), seguindo-se os serviços (5,8%), a indústria (4,9%) e a Administração Pública (4,9%).
“O acréscimo homólogo nos serviços foi maior do que o registado no trimestre anterior (tinha sido 4,5%) e menor do que o trimestre anterior na indústria (6,2%), na Administração Pública (5,4%) e na Construção (7,1%), detalha ainda o gabinete de estatísticas.

Já no que diz respeito aos demais custos, importa destacar que, no arranque do ano, o aumento homólogo tinha sido de 5,3%, o que significa que houve uma desaceleração no segundo trimestre de 2026.
Desagregando por setores, na construção os custos salariais cresceram 6,6% entre abril e junho, em comparação com o último ano. Nos serviços, o aumento foi de 5,5%, na indústria de 4,8% e na Administração Pública de 4,8%.
Os dados mostram também que os outros custos aceleraram nos serviços, mas abrandaram na indústria, na Administração Pública e na construção.
Nos custos salariais, estão incluídos não só os ordenados base, mas também os prémios e subsídios regulares, os prémios e subsídios irregulares (como o subsídio de férias e de Natal) e o pagamento do trabalho extraordinário.
Nos outros custos, estão incluídos os encargos a cargo da entidade empregadora (como a contribuição patronal para a Segurança Social e o seguro de acidentes de trabalho), as indemnizações por despedimento e ainda os encargos “convencionais, contratuais e facultativas” (por exemplo, seguro de saúde ou de vida, prestação complementar de reforma ou invalidez, e prestações pagas diretamente ao trabalhador em causa de ausência por doença).
(Notícia atualizada às 11h31)






