A EDP tem 1,4 mil milhões de euros em contingências fiscais em vários países, entre os quais o Brasil, os Estados Unidos e Portugal, noticia esta quarta-feira o Jornal de Notícias. Dos processos que podem obrigar a empresa a pagar centenas de milhões ao Estado português, há um que se destaca: os 335,2 milhões de euros relacionados com a venda, em 2020, da concessão da exploração de seis barragens à Movhera, da Engie.
A elétrica, que lucrou 732 milhões de euros na primeira metade do ano, confirma “ter recebido, no final de abril, um relatório de inspeção da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) sobre a venda de um portefólio de barragens”. O documento da AT propõe correções em IRC e imposto do selo.
Contudo, a empresa rejeita frontalmente o entendimento do Fisco e garante que não pagará as liquidações até decisão judicial. O Movimento Cultural da Terra de Miranda considera a atuação da EDP uma manobra para ganhar tempo, uma vez que, suspeita, a dívida está a dois meses de caducar.






