O tráfego dos publishers proveniente de motores de busca voltou a diminuir na maioria das regiões no segundo trimestre de 2026 quando comparado com o trimestre anterior, revela a ferramenta de análise de dados Chartbeat.
No sul da Europa, a tendência foi a mesma. No primeiro, a percentagem de pageviews provenientes da pesquisa tinha aumentado para 31%. Mas agora cai cinco pontos percentuais para 26%. Os únicos mercados em crescimento foram África — de 41% para 48% — e Ásia Central — que sobe de 38% para 40%. Este último ultrapassa o Sudeste Asiático, que perde a segunda posição ao cair dos 42% para os 37%.
“Embora o tráfego de pesquisa esteja a cair, o tráfego global para os publishers da rede Chartbeat permanece estável, um sinal de que os públicos continuam a confiar nas suas fontes de notícias e entretenimento preferidas, apesar das mudanças na forma como as encontram”, revela a ferramenta.

Já o tempo médio de leitura dos artigos dos publishers, a nível mundial, foi de 26 segundos durante o segundo trimestre. Este valor representa menos meio segundo, face aos três meses anteriores. No topo mantém-se a Europa Central/Leste, que aumentou o tempo para 38,4 segundos. A América Latina regista uma quebra para 21,3 segundos, ocupando novamente o final da lista. O Sul da Europa regista uma subida de 22,5 segundos para 23,3 segundos.

Os dados do Chartbeat mostram ainda que o tráfego proveniente dos dispositivos móveis continua a compor a maioria de todas as pageviews, sendo que varia entre 82% na Ásia Central e 60% na América Latina. O Sul da Europa posiciona-se no meio da tabela, com 72% — estável face ao primeiro trimestre.
Ao nível das redes sociais, os publishers do Sudeste Asiático ultrapassam os de África, com o social a compor 26% de todo o tráfego, mais que os 19% no trimestre anterior. Os publishers africanos vêm a quota também aumentar, dos 20% aos 23%, o que não foi suficiente para manter a liderança. No Sul da Europa, as redes sociais contribuíram para 9% de todas as pageviews — um ligeiro aumento face aos 8% do trimestre anterior.
Finalmente, a lealdade dos leitores aumentou na maioria das regiões. O Médio Oriente registou a maior subida, mais oito pontos percentuais. Em sentido contrário, esta lealdade registou uma quebra na Europa Central/Leste e Sudeste Asiático. Os mercados do Norte e Sul da Europa continuam a liderar a tabela, tendo no mercado que integra Portugal a lealdade aumentado cinco pontos percentuais para 48%.







