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Economia dos EUA perde 23 mil empregos em julho e complica contas da Fed para subir juros

A queda inesperada da criação de emprego, com o consenso dos analistas a situar-se em 80 mil novos postos, fez descer a probabilidade da Fed aumentar as taxas de juro no próximo mês.

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O número de empregos nos setores não-agrícolas nos Estados Unidos diminuiu em 23 mil em julho, face à expectativa de criação de 80 mil postos de trabalho, informou esta sexta-feira o Bureau of Labor Statistics (BLS). Os economistas consultados pela Reuters apontavam para um mínimo de dez mil e um máximo de 140 mil novos postos de trabalho.

A taxa de desemprego desceu de 4,2% em junho para 4,1%, à medida que a taxa de participação na força de trabalho registou uma nova descida, adiantou o BLS.

“O emprego registou uma descida na administração local, na educação e no comércio a retalho”, vincou o BLS em relatório. “O emprego continuou a apresentar uma tendência de crescimento no setor da saúde”.

Antes da publicação do relatório, os mercados financeiros antecipavam um aumento das taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) em setembro. Na semana passada, o banco central dos EUA manteve a sua taxa de juro de referência overnight na faixa de 3,50% a 3,75%. Três membros do comité de política monetária da Reserva Federal manifestaram a sua discordância, preferindo um aumento de um quarto de ponto percentual.

Futuros apontam para manutenção

Esta sexta-feira, segundo os mercados de futuros, a probabilidade de a Fed aumentar as taxas de juro no próximo mês desceu para de 43,9%, em comparação com 57% antes do relatório sobre o emprego, de acordo com dados da LSEG. A probabilidade de a Reserva Federal manter as taxas inalteradas no próximo mês subiu para 60,4%, contra 43,2% imediatamente antes da divulgação dos dados.

Os futuros dos principais índices acionistas em Wall Street intensificar a tendência de subida com os dados do emprego, com os do S&P 500 a ganharem 0,34%, os do Nasdaq 100 0,76% e os dos Dow Jones 0,18%.

No mercado secundário de dívida, as taxas de rendibilidade dos títulos do Tesouro dos EUA registaram uma queda acentuada depois de os dados terem sido revelados, com a yield das obrigações a 2 anos, que normalmente acompanha as expectativas relativas às taxas de juro da Reserva Federal, a cair 8,1 pontos base para 4,164%, o valor mais baixo desde 17 de julho. O rendimento das obrigações de referência a 10 anos dos EUA desce 5,91 pontos base para 4,611%.

(Notícia atualizada às 14h09, com mais informação e a reações nos mercados)

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