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AG do Conta Lá suspensa até quarta-feira para encontrar investidores que paguem a dívida

A dívida do Conta Lá ronda os quatro milhões de euros e entre os seus credores tem a Ibertelco – que distribui o sinal para os operadores -, a Autoridade Tributária (AT) e a Segurança Social.

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A assembleia-geral (AG) do Conta Lá foi suspensa esta quinta-feira, após três horas, para que Paulo Rego, dono do Plataforma Macau, consiga reunir um grupo de investidores que ajudem a pagar a dívida, disse à Lusa um dos acionistas.

Ler maisQuem é Maurício Ribeiro, o principal acionista do Conta Lá?

O primeiro ponto, sobre o aumento de capital, com prémio de emissão de ações e prestações suplementares, foi aprovado, mas a reunião extraordinária foi suspensa três horas depois, na discussão do segundo ponto, que diz respeito à análise e decisão sobre o plano de reestruturação da empresa.

De acordo com a mesma fonte, Paulo Rego, que já foi diretor-adjunto da Lusa e administrador da Global Media, manifestou-se interessado em entrar no projeto do canal Conta Lá e apresentou um plano de reestruturação. Contudo, a grande questão tem a ver com a dívida, que ronda os quatro milhões de euros, e entre os seus credores tem a Ibertelco – que distribui o sinal do Conta Lá para os operadores e já disse que a dívida tem de ser paga até final do mês -, a Autoridade Tributária (AT) e a Segurança Social, acrescentou a mesma fonte.

Contactado pela Lusa, Paulo Rego remeteu declarações para depois da AG de quarta-feira.

Na reunião estiveram presentes acionistas, pequenos acionistas, onde se incluem trabalhadores, e investidores. De acordo com a mesma fonte, Luís Mira, da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), também esteve presente, já que a entidade é acionista da holding Ruralmedia.

Na AG extraordinária, Paulo Rego apresentou um “plano de recuperação”, recordando que o “Plataforma Macau tem muitos parceiros internacionais” e que já tinha havido conversas exploratórias com o Conta Lá. Considerou o projeto “interessante” e que o principal objetivo é pagar a dívida que está estimada “em quatro milhões”, manifestando-se disponível para “colaborar” no pagamento da mesma desde que haja outros investidores para que esse problema seja resolvido, acrescentou a fonte.

Dada a necessidade de se encontrar investidores para pagar a dívida, a AG foi adiada uma semana até dia 12 de agosto.

A mesma fonte salientou que há vários cenários na mesa, desde o despedimento coletivo – passando de 100 para 50 trabalhadores, até a um lay-off parcial para os trabalhadores que ficam, embora alguns possam trabalhar a tempo inteiro.

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