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Mais de 100 municípios têm mais de metade do PRR por receber

Lajes das Flores, nos Açores, é o único município português que já atingiu 100% de execução financeira. Já Monforte, em Portalegre, é o que tem a execução financeira do PRR mais atrasada.

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Os pagamentos às autarquias no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) continuam a demorar a chegar aos beneficiários. Com o prazo de execução a terminar a 31 de agosto, só num município é que a execução financeira chegou a 100%, enquanto mais de metade (236) recebeu abaixo da média nacional e 124 têm ainda a receber mais de metade do financiamento aprovado, avança o Jornal de Negócios. No conjunto dos 308 municípios portugueses, a taxa de execução financeira do PRR está nos 63%.

Lajes das Flores, nos Açores, foi o primeiro município entre os 308 do país a alcançar a fasquia dos 100% de execução, o que significa que todo o dinheiro aprovado para projetos do PRR no concelho já foi pago. Entre os projetos apoiados constam, por exemplo, a requalificação de casas, a melhoria da eficiência energética de edifícios e a criação de uma “incubadora” de empresas. Os municípios de Vinhais, em Bragança, e de Murtosa, em Aveiro, estão muito perto de atingir os 100% de execução financeira.

Já o concelho de Monforte, em Portalegre, é o que tem a execução financeira do PRR mais atrasada. Até 29 de julho, a taxa de pagamentos a beneficiários era de apenas 12%, de acordo com os dados da estrutura de missão Recuperar Portugal. Na cauda nacional, destacam-se ainda Nisa — também no distrito de Portalegre –, com uma execução de 18%, e Santa Cruz da Graciosa, nos Açores, com 21%.

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