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AMD lança “Detector de Burla” para combater fraude digital

A confiança dos consumidores nos canais digitais é fundamental para o ecossistema, o que motivou o desenvolvimento desta ferramenta de literacia e prevenção, enquadra a AMD.

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A AMD — Associação Portuguesa de Marketing Directo e Digital está a lançar o “Detector de Burla“, uma plataforma online e gratuita que pretende ajudar os consumidores a identificar e avaliar os riscos de comunicações suspeitas, como SMS, emails, chamadas e mensagens digitais.

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A iniciativa surge num contexto em que a fraude digital se tornou mais sofisticada, impulsionada pelo avanço da Inteligência Artificial (IA), que permite a criação de mensagens fraudulentas cada vez mais credíveis. Segundo a associação, a confiança dos consumidores nos canais digitais é fundamental para o ecossistema, o que motivou o desenvolvimento desta ferramenta de literacia e prevenção.

“A fraude digital está a tornar-se mais sofisticada e, com a Inteligência Artificial, será cada vez mais difícil para um consumidor distinguir uma comunicação legítima de uma tentativa de fraude. O “Detector de Burla” nasce de uma ideia muito simples: perante uma mensagem sobre a qual temos dúvidas, devemos poder obter mais informação antes de decidir se clicamos, respondemos, fornecemos dados ou fazemos um pagamento”, justifica André Novais de Paula, presidente da AMD, citado em comunicado.

Não queremos criar uma falsa sensação de segurança nem substituir as autoridades. Queremos ajudar as pessoas a parar, analisar e decidir com mais informação. É também por isso que assumimos de forma transparente as limitações da tecnologia que utilizamos”, acrescenta.

Como funciona a plataforma?

  • O utilizador submete a comunicação suspeita e a plataforma analisa-a recorrendo a modelos de IA e a uma biblioteca de burlas. A análise não se baseia apenas em palavras isoladas, mas num conjunto de critérios que inclui o contexto, a linguagem, pedidos de dados pessoais ou financeiros, solicitações de pagamento, criação de urgência e inconsistências na mensagem.
  • O sistema apresenta um nível de risco, explica os elementos que contribuíram para essa avaliação e oferece recomendações práticas. A AMD esclarece que a ferramenta não decide pelo consumidor nem garante a deteção de 100% dos casos, podendo ocorrer falsos positivos ou falsos negativos.
  • Biblioteca de burlas: Combina padrões emergentes das submissões dos utilizadores com alertas de fontes oficiais ligadas ao cibercrime.

Sendo um tema sensível, a AMD desenhou a plataforma com base no princípio da minimização de dados. Não é necessário criar conta ou fornecer identificação para utilizar o serviço. Antes de o conteúdo ser enviado para os modelos de IA (através de uma API empresarial via Lovable AI Gateway), um processo automático no servidor mascara dados pessoais como IBAN, NIF, números de telefone, cartões e emails, mantendo apenas o domínio para análise, enquanto os URLs são preservados por serem relevantes para avaliar o risco. O texto original é guardado temporariamente por um período máximo de 30 dias para permitir consultas ou reanálises, sendo eliminado de forma automática após esse prazo. Além disso, os conteúdos submetidos não são utilizados para treinar modelos de IA (nem pela AMD nem pelos fornecedores) e não servem para fins publicitários ou perfis comerciais, estando a plataforma livre de tracking publicitário e publicidade patrocinada, explica a AMD.

O portal do Detector de Burla integra também uma componente educativa com guias práticos, tipos de burlas e alertas recentes. Adicionalmente, disponibiliza a área “Fui Vítima”, com orientações sobre como proceder (como contactar instituições financeiras e autoridades), e uma secção de “Indicadores” com dados estatísticos agregados sobre a utilização do serviço.

A AMD sublinha que o “Detector de Burla” é uma iniciativa independente e não substitui as autoridades policiais ou judiciais, não servindo como um canal formal de denúncia criminal. Antes do lançamento, o projeto foi apresentado a um grupo restrito de entidades competentes nas áreas de consumo e cibersegurança para garantir transparência institucional, acrescenta a associação.

 

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