O ministro da Educação, Fernando Alexandre, já assinou a autorização que vai permitir ao estado pagar 2,67 milhões de euros aos professores que corrigiram os exames nacionais do Ensino Secundário neste ano letivo, de acordo com um comunicado enviado esta sexta-feira às redações.
Ler maisColocações no superior devem subir apesar do caos nos examesAs escolas podem começar já esta sexta-feira a requisitar as verbas junto da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), com os respetivos montantes a serem processados no vencimento de agosto.
Segundo a tutela, esta medida, que não era aplicada desde 2010, serve como “forma de reconhecer e compensar o compromisso, a disponibilidade, o profissionalismo e o rigor” dos docentes envolvidos no processo de classificação das provas na 1.ª e 2.ª fases, que ficou marcado por constrangimentos devido à transição para um modelo de correção totalmente digital.
Os professores “asseguraram a classificação de um volume muito significativo de provas e de itens, com prazos exigentes e respeitando os critérios e os procedimentos definidos pelo Júri Nacional de Exames (JNE)”, acrescenta o Ministério da Educação na mesma nota.
Em concreto, foram mobilizados mais de 11 mil professores para classificar os exames realizados na primeira fase, num total de mais de 290 mil provas. Na segunda fase, estiveram envolvidos mais de 4.500 docentes no processo de classificação eletrónica de cerca de 82.500 exames. Ao todo, foram classificados mais de 2,5 milhões de itens através da plataforma eletrónica.
Ler maisProfessores acusam ministro de fugir a responsabilidades“A indicação dos montantes a pagar resulta do apuramento realizado pelo JNE ao número de provas ou itens classificados por cada professor”, refere a tutela.
Recorde-se que o Governo determinou, no final de julho, o pagamento de 1 euro por cada item classificado em suporte digital. Nos exames corrigidos em papel, caso das disciplinas de Geometria Descritiva e Desenho A, o valor é de 10 euros por prova.
No que diz respeito aos processos de reapreciação, os professores relatores recebem 12 euros por exame, acima dos anteriores oito euros, enquanto nos processos de reclamação, os professores especialistas recebem 18 euros por prova, em vez dos 16 euros anteriormente previstos. Em ambos os casos, os pagamentos já estavam previstos na legislação e serão assegurados pelo Júri Nacional de Exames nos termos habituais.






