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Interligação elétrica entre Portugal e Marrocos só com financiamento europeu ou de privados

A ministra do Ambiente garantiu que a interligação elétrica entre Portugal e Marrocos “só avançará se houver possibilidade de financiamento europeu ou do setor privado”.

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A interligação elétrica entre Portugal e Marrocos “só avançará se houver possibilidade de financiamento europeu ou do setor privado“. A garantia foi dada esta quarta-feira pela ministra do Ambiente e Energia. Esta posição surge depois de Maria da Graça Carvalho e da homóloga marroquina terem acordado pedir apoio de Bruxelas e lançado um repto aos privados.

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“O projeto encontra-se, assim, numa fase de avaliação e não de decisão de investimento. O Governo pretende realizar uma análise atualizada de custo-benefício, comparar as diferentes soluções técnicas e financeiras e avaliar o interesse dos operadores de redes e de outros investidores”, lê-se na resposta à pergunta do CDS publicada no site do Parlamento.

A ministra assegura que o Governo tem vindo a “acompanhar” e a “reavaliar” a possibilidade de estabelecer a interligação elétrica entre os dois países, mas deixa um reparo: a “solução tecnológica e o traçado permanecem em aberto”. “Podendo ser considerada uma ligação direta, uma solução conjunta entre Portugal, Espanha e Marrocos ou a participação numa infraestrutura promovida por entidades privadas”, lê-se na resposta também noticiada pelo Jornal de Negócios, .

Maria da Graça Carvalho considera que é “extemporâneo” indicar o impacto nos preços pagos pelas famílias e pelas empresas neste momento, uma vez que dependerá do “investimento necessário”, da “capacidade e utilização da interligação”, da “solução tecnológica adotada” e do “modelo de financiamento”.

“O Governo defende que as interligações aprofundam a integração dos mercados, permitem uma utilização mais eficiente dos recursos energéticos e se traduzem em benefícios para os consumidores e para a competitividade da economia. A concretização desses benefícios terá, contudo, de ser demonstrada pela análise de custo-benefício“, acrescenta.

Uma coisa é certa: uma interligação não evita, “por si só”, um apagão, mas pode contribuir para acelerar a reposição do fornecimento, defende a ministra. “Uma eventual ligação a Marrocos constituirá uma fonte adicional e independente de reposição de energia, reforçando a diversificação, a segurança de abastecimento e a capacidade de recuperação”, assume.

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