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Força Aérea Portuguesa fecha com Tekever para missões de vigilância marítima

A Força Aérea Portuguesa vai receber, em setembro, drones AR5 da Tekever, destinados a missões de vigilância marítima, defesa e monitorização da Zona Económica Exclusiva.

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A Força Aérea Portuguesa vai receber em setembro dois drones AR5 da Tekever para missões de vigilância marítima, defesa e monitorização da Zona Económica Exclusiva (ZEE). Os sistemas aéreos não tripulados serão operados diretamente pelo ramo das Forças Armadas e implica um investimento de mais de 7,8 milhões de euros, a serem financiados pela Lei de Programação Militar.

“A incorporação do sistema AR5 representa um reforço significativo das capacidades operacionais da Força Aérea Portuguesa. Esta plataforma responde aos requisitos atuais de vigilância, segurança e defesa, proporcionando maior alcance, persistência e flexibilidade operacional. A sua integração permitirá reforçar a capacidade nacional de monitorização da Zona Económica Exclusiva e de apoio a um vasto conjunto de missões de interesse público, contribuindo para uma Força Aérea mais preparada para responder aos desafios presentes e futuros”, refere Tenente-Coronel Luís Henriques, coordenador operacional do grupo de trabalho AR5 da Força Aérea Portuguesa, citado em comunicado.

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“A aquisição contempla duas aeronaves não tripuladas AR5, estando a respetiva aceitação prevista para setembro”, precisa porta-voz da Força Aérea ao ECO/eRadar.

A compra foi autorizada em despacho do Ministério da Defesa datado de novembro do ano passado. O mesmo dava luz verde à Força Aérea para “assumir o encargo plurianual e a realizar a respetiva despesa, nos anos de 2025 e 2026, com a aquisição de um sistema aéreo não tripulado, classe 2, até ao montante máximo de 7 796 747,97 euros (sete milhões, setecentos e noventa e seis mil, setecentos e quarenta e sete euros e noventa e sete cêntimos), ao qual acresce o imposto sobre o valor acrescentado (IVA), à taxa legal em vigor”. A aquisição será financiada por verbas da Lei de Programação Militar, com inscrição na Força Aérea, na Capacidade “Operações Aéreas de Vigilância, Reconhecimento e Patrulhamento Terrestre e Marítimo”, pode ler-se no despacho publicado em Diário da República.

O contrato assinado entre a tecnológica portuguesa e o ramo das Forças Armadas inclui o fornecimento das plataformas, da estação de controlo terrestre (Ground Control Station), do sistema de missão ATLAS e a formação dos operadores militares, permitindo à Força Aérea operar autonomamente estes sistemas.

Segundo a Tekever, a capacidade operacional inicial deverá ficar concluída ainda em setembro, coincidindo com a entrega dos sistemas, sendo posteriormente realizada uma segunda fase de formação em outubro.

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O contrato visa reforçar as capacidades nacionais de vigilância marítima, segurança e defesa, monitorização da ZEE e apoio a missões de interesse público, como o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), segurança costeira e proteção ambiental.

Esta plataforma responde aos requisitos atuais de vigilância, segurança e defesa, proporcionando maior alcance, persistência e flexibilidade operacional. A sua integração permitirá reforçar a capacidade nacional de monitorização da Zona Económica Exclusiva e de apoio a um vasto conjunto de missões de interesse público.

Tenente-Coronel Luís Henriques

Coordenador Operacional do Grupo de Trabalho AR5 da Força Aérea Portuguesa

“Este contrato coloca uma capacidade autónoma desenvolvida e produzida em Portugal ao serviço da proteção do nosso espaço aéreo e marítimo. Para além do fornecimento das aeronaves, vamos cooperar com a Força Aérea Portuguesa na consolidação e desenvolvimento de uma capacidade operacional própria que reforça a autonomia, a prontidão e a capacidade de resposta nacional”, sublinha Pedro Petiz, diretor de desenvolvimento estratégico da unicórnio nacional, mencionado na nota de imprensa.

O AR5 é um sistema aéreo não tripulado de asa fixa, de média altitude e longa autonomia (MALE), capaz de permanecer até 20 horas em voo e transportar cargas úteis até 50 quilogramas. Integra ainda comunicações via satélite (SATCOM), permitindo operações para além da linha de vista rádio (BRLOS), e pode operar a partir de pistas curtas ou não preparadas.

A empresa portuguesa destaca ainda que os seus sistemas “acumulam milhares de horas de voo em missões de patrulhamento costeiro, vigilância persistente, proteção de fronteiras, deteção de atividades suspeitas, proteção ambiental e busca e salvamento”.

Recentemente, a Tekever ganhou um concurso de 1,5 milhões para a compra de um drone para vigilância marítima lançado pela Autoridade Marítima Nacional, com financiamento do Fundo de Segurança Interna. “Existem planos para aquisições de outras tipologias de sistemas aéreos não tripulados (SANT) ainda em 2026”, adiantou em junho porta-voz da Autoridade Marítima Nacional ao ECO/eRadar. A empresa de drones cofundada por Ricardo Mendes foi a vencedora do concurso, ao qual concorreram a UAvision e a NTG, segundo a informação publicada no Portal Base, no valor de 1,5 milhões.

(última atualização às 13h42)

 

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