Um em cada três membros do Governo declarou ter participações em empresas, a Galp reage à nova taxa sobre os lucros extraordinários das petrolíferas, o Bankinter perde uma batalha judicial de 6,1 milhões de euros e a maioria dos apoios do programa E-Lar ficou na classe média. Estes são alguns dos destaques da imprensa nacional desta sexta-feira.
Um em cada três governantes declarou ter empresas
Dos 60 ministros e secretários de Estado, 18 declararam à Entidade para a Transparência deter participações em empresas. Este grupo de políticos-empresários representa 30% dos membros do Executivo da Aliança Democrática (AD). Entre os ministros, a proporção é ainda mais elevada: excluindo o primeiro-ministro, sete dos 16 titulares de pastas ministeriais (44%) declararam ligações, diretas ou indiretas, a empresas.
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Galp reclama “tratamento equitativo” após nova taxa
A Galp defendeu a importância de “preservar um enquadramento estável e concorrencial” e de “garantir um tratamento equitativo” como forma de promover o investimento e a competitividade da indústria, na sequência da aprovação, pelo Governo, de uma taxa de 33% sobre os lucros extraordinários das petrolíferas. A empresa sublinha que ainda é necessário conhecer em detalhe os contornos da nova contribuição temporária, mas considera que a prioridade deve ser “assegurar o abastecimento do país num contexto internacional crescentemente incerto”.
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Bankinter perde mais de seis milhões para ex-trabalhadores da falida Soares da Costa
O Bankinter, credor hipotecário do Estaleiro Norte da falida Soares da Costa, vendido por 6,66 milhões de euros ao grupo belga VGP, perdeu no Supremo Tribunal de Justiça a ação com que pretendia anular a distribuição de 6,1 milhões de euros pelos ex-trabalhadores da construtora, após a cativação de 10% do montante para suportar custos da massa insolvente. A Soares da Costa, que chegou a ser controlada por investidores angolanos e mudou de nome para Sociedade de Construções da África Austral (SdCAA), faliu há três anos com uma dívida de 526,2 milhões de euros a cerca de 2.200 credores.
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Maioria dos apoios a fogões e cilindros ficou na classe média
O Governo distribuiu 66 milhões de euros em apoios para a compra de placas e fornos elétricos, bem como de cilindros eficientes, mas apenas um terço das verbas chegou às famílias mais vulneráveis. A maior fatia da dotação foi atribuída à classe média. Já não há candidaturas por validar e foram distribuídos 52.940 vouchers, com um valor máximo de 738 euros. O Ministério do Ambiente e Energia adianta que recebeu 83.819 candidaturas nas duas fases do programa E-Lar. No total, foram atribuídos mais de 66 milhões de euros, dos quais 23,7 milhões destinados às famílias mais vulneráveis, beneficiárias, por exemplo, da tarifa social de energia, e 42,2 milhões de euros à classe média.
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Montenegro foi de férias depois de garantir que não o faria
Apesar de ter prometido que não tiraria férias neste verão para “coordenar a atividade do Governo”, Luís Montenegro acabou por rumar ao sul do país para alguns dias de descanso. Na quinta-feira, o primeiro-ministro foi visto na praia do Garrão, em Almancil, onde chegou acompanhado pela mulher, Carla Montenegro. À sua espera estava o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, também com a família. No mês passado, Montenegro tinha afirmado que pretendia “gozar apenas alguns fins de semana e um ou outro dia esporádico”, caso a agenda o permitisse e “sem se ausentar do país”.
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