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Cerveja tem efeito multiplicador. Cada euro de receita fiscal gera 37 euros para o Estado

Estudo conclui que setor cervejeiro tem efeito multiplicador na receita fiscal. Por cada euro pago diretamente em remunerações pelo setor são gerados 32,50 euros em salários na economia.

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Por cada euro de impostos diretamente gerados pelas empresas do setor cervejeiro em Portugal, o Estado arrecadou 36,86 euros em receita, em 2024, através do impacto da atividade no emprego, nos fornecedores e no restante tecido económico, segundo um estudo da Nova School of Business and Economics divulgado esta sexta-feira pelos Cervejeiros de Portugal.

O estudo “Impacto Socioeconómico do Setor Cervejeiro em Portugal” revela que o setor tem um forte efeito multiplicador na receita fiscal. Em comunicado, os Cervejeiros de Portugal explicam que a análise considera a receita proveniente de IRS, IRC e contribuições para a Segurança Social, não incluindo o IVA, demonstrando que o contributo fiscal do setor “ultrapassa amplamente” a receita gerada diretamente pelas empresas produtoras de cerveja.

O setor sustenta cerca de 170 mil postos de trabalho e gerando um impacto económico de aproximadamente 7,3 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Números que permitem estimar que por cada euro pago diretamente em remunerações pelo setor, são gerados 32,50 euros em salários no conjunto da economia portuguesa. No total, a atividade cervejeira esteve associada a 2.776,2 milhões de euros em remunerações, considerando os efeitos diretos, indiretos e induzidos.

Setor tem um forte efeito multiplicador na receita, sustentando cerca de 170 mil postos de trabalho e gerando um impacto económico de aproximadamente 7,3 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 2,5% do PIB.

Em termos de produtividade, o setor gerou, em 2024, 130.612 euros de valor acrescentado por trabalhador, quase três vezes acima da média da economia portuguesa e perto do dobro da indústria das bebidas. Quase nove em cada dez trabalhadores têm contrato sem termo e a proporção de trabalhadores licenciados é superior à média nacional, “reforçando o perfil especializado e estável do emprego no setor”.

O relatório destaca ainda a capacidade de mobilização da economia nacional. Em 2024, as empresas cervejeiras realizaram 545,21 milhões de euros de gastos diretos em Portugal, excluindo importações, através da aquisição de bens e serviços a fornecedores e prestadores de serviços nacionais.

Portugal continua igualmente a destacar-se no contexto europeu, sendo o país onde o consumo de cerveja fora de casa, através do canal HoReCa, tem maior peso. Cerca de 70% da cerveja é comercializada através da restauração, hotelaria, cafés e bares.

Vendas crescem 1,67% no primeiro semestre e são impulsionadas pela cerveja sem álcool

No Dia Internacional da Cerveja, assinalado esta sexta-feira, os Cervejeiros de Portugal divulgaram também dados preliminares relativos ao primeiro semestre de 2026, que apontam para um crescimento de 1,67% das vendas no mercado interno face ao período homólogo.

A principal tendência do mercado português continua a ser o crescimento da cerveja sem álcool. Depois de ter aumentado 11,5% em 2025, este segmento registou, no primeiro semestre de 2026, um crescimento de cerca de 12% nas vendas e de quase 17% na produção.

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O desempenho do mercado português contrasta com a retração registada na Europa, embora acompanhe a tendência de crescimento da cerveja sem álcool. De acordo com o mais recente relatório European Beer Trends, da Brewers of Europe, a produção de cerveja na União Europeia diminuiu 2,9% em 2025, enquanto o consumo recuou 3,2%.

Em contraciclo, a cerveja sem álcool continuou a ganhar expressão no mercado europeu. Os volumes aumentaram 5,87% em 2025 e mais de 38% desde 2020. Atualmente, uma em cada 12 cervejas consumidas na União Europeia é sem álcool.

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