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Varsóvia e Washington discutem a criação de bases permanentes dos EUA na Polónia

A Polónia está a negociar a criação de bases permanentes dos Estados Unidos no seu território. Varsóvia e Washington já estão a trocar propostas, mas que “ainda não são oficiais”.

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A Polónia, que faz fronteira com a Ucrânia e a Rússia, está em negociações com Washington sobre a criação de bases permanentes dos Estados Unidos no seu território, anunciou esta quarta-feira o vice-ministro da Defesa polaco.

Aproximadamente 10.000 soldados norte-americanos estão atualmente estacionados na Polónia, quase exclusivamente num sistema de rotação.

Ler maisPentágono inicia revisão da presença militar na Europa

Na semana passada, os Estados Unidos iniciaram formalmente uma revisão da sua presença militar na Europa, com o objetivo de pressionar os europeus a assumirem a “responsabilidade primordial pela sua defesa convencional”, aumentando assim o risco de uma redução significativa da sua presença no continente.

No entanto, a Polónia, que desempenha um papel estratégico na fronteira leste da NATO e já destina cerca de 5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) à defesa, está a modernizar as suas forças armadas com milhares de milhões de euros em compras, principalmente dos Estados Unidos, e trabalha para reforçar a presença norte-americana no seu território.

“Já ultrapassámos a fase preliminar, para não falar da vontade política que há muito se manifesta”, declarou Pawel Zalewski à estação pública polaca TVP Info, indicando que Varsóvia foi informada por Washington “sobre a criação de uma equipa norte-americana que será nossa parceira” nas discussões.

“Sabemos que vamos querer discutir várias bases, uma transformação gradual das [atuais] bases norte-americanas em bases permanentes”, acrescentou. Segundo Zalewski, Varsóvia e Washington já estão a trocar propostas, que “ainda não são oficiais”.

Os Estados Unidos criticaram duramente vários países europeus que se recusaram a permitir que as forças norte-americanas utilizassem as bases da NATO nos seus territórios na guerra dos EUA contra o Irão.

O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ameaçou ainda a Aliança com uma redução da contribuição norte-americana para o seu orçamento caso certos países se recusassem a respeitar os compromissos assumidos no ano passado na cimeira da NATO em Haia.

Os Aliados prometeram destinar pelo menos 5% do seu PIB para despesas de segurança até 2035, incluindo 3,5% a despesas estritamente militares.

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