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Pentágono inicia revisão da presença militar dos EUA na Europa

O Pentágono já iniciou consultas com aliados europeus para rever a presença militar norte-americana na Europa. O processo pretende acelerar a transferência de responsabilidades para o bloco.

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O Pentágono já iniciou consultas com aliados europeus no âmbito da revisão da presença militar norte-americana na Europa, um processo que irá determinar a dimensão futura das tropas e capacidades dos Estados Unidos no continente e que pretende acelerar a transferência de responsabilidades para os aliados europeus, para a nova fase da aliança militar: a “NATO 3.0”.

O subsecretário da Defesa para Política norte-americano, Elbridge Colby, revelou que Washington está a conduzir “consultas regulares e detalhadas” com aliados e parceiros da NATO no âmbito da Europe Posture Review, uma avaliação lançada pelos Estados Unidos para reavaliar a sua postura militar na Europa.

“À medida que o Departamento da Guerra dá início à nossa Revisão da Postura na Europa, continuamos com consultas regulares e detalhadas com os nossos aliados e parceiros. Esta Revisão será estratégica e rigorosa, com o objetivo de acelerar a NATO 3.0 e tornar a Aliança mais forte, equitativa e sustentável. E fá-lo-á recorrendo não só à experiência e perspetivas únicas do DoW, mas também às dos nossos aliados e parceiros”, escreveu Colby na rede social X.

[twitter url=”https://x.com/USWPColby/status/2084442233907163389?s=20″ /]

A revisão, que deverá prolongar-se durante seis meses, foi anunciada em junho pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, durante uma reunião ministerial da NATO. O processo deverá avaliar o número de militares norte-americanos destacados no continente e os meios militares disponibilizados pelos Estados Unidos à Aliança Atlântica, como caças, navios de guerra ou bombardeiros.

O objetivo passa por acelerar a transição para uma nova fase da NATO, denominada pelo responsável norte-americano como “NATO 3.0”, baseada numa maior contribuição dos aliados europeus para a defesa convencional da região.

As primeiras consultas envolveram Alemanha, Reino Unido, Itália e Roménia. A Alemanha assumiu particular destaque no processo. Durante uma reunião a 23 de julho com o chefe da Defesa alemão e com o diretor político do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Elbridge Colby elogiou a nova estratégia militar de Berlim e o compromisso do país em cumprir a meta de investimento em defesa equivalente a 5% do PIB, acordada na cimeira da NATO em Haia.

Segundo o responsável norte-americano, essa evolução poderá “acelerar dramaticamente a NATO 3.0” e colocar a Alemanha como “um líder fundamental da defesa convencional da Europa”.

A revisão decorre numa altura em que Washington já começou a ajustar alguns compromissos militares na Europa e a reduzir determinados contributos para o planeamento de forças da NATO, incluindo capacidades de elevado valor estratégico, como aeronaves de combate, aviões de reabastecimento, patrulhamento marítimo e meios navais.

Ao mesmo tempo, vários países do flanco leste da Aliança têm procurado garantir uma presença militar norte-americana mais permanente. A Polónia, Estónia, Letónia, Lituânia ou Roménia são alguns dos Estados-membros da NATO que defendem a necessidade de receber mais tropas dos EUA.

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