Um acordo diplomático mediado por três países reduziu as tensões numa região em conflito, com a assinatura de um cessar-fogo faseado. O texto prevê a retirada de forças de uma zona-tampão nas próximas seis semanas.
A negociação decorreu durante quatro meses e esteve por duas vezes à beira do colapso. O ponto que quase a fez descarrilar foi o calendário de libertação de detidos.

O acordo cria uma comissão de verificação com observadores internacionais, um mecanismo que faltou aos dois acordos anteriores e que os analistas apontavam como a razão do seu incumprimento.
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Um cessar-fogo não é paz. É tempo comprado. O que se fizer com esse tempo nos próximos seis meses é que decide o resto.”
Henrique Vaz Mourão
Antigo negociador e consultor em mediação de conflitos
A conferência de doadores que deve financiar a reconstrução está agendada para o outono e ainda não tem valores fechados.
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