As eleições legislativas marcaram uma viragem política, com o partido da oposição a conquistar a maioria dos assentos parlamentares depois de oito anos fora do governo. A participação subiu para 71%, o valor mais alto do século no país.
A campanha foi dominada pelo custo de vida e pela habitação. O tema europeu, que tinha sido central no ciclo anterior, ficou reduzido a um punhado de intervenções.

O resultado obriga a uma reconfiguração das alianças no Conselho Europeu. O novo executivo já anunciou que vai rever a posição do país em dois dossiês legislativos em negociação em Bruxelas, incluindo o pacote de migração.
Ler maisCimeira internacional debate resposta às alterações climáticasNos mercados a reação foi contida. O prémio de risco da dívida do país subiu ligeiramente na abertura e fechou a sessão praticamente onde tinha começado.
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O que decidiu esta eleição não foi a Europa nem a segurança. Foi o preço da renda, e isso repete-se em quase todos os cadernos eleitorais do continente.”
Sofia Lencastre Guedes
Professora de ciência política
A tomada de posse está marcada para o início do próximo mês, depois das consultas do chefe de Estado aos partidos com assento parlamentar.
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