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⛽Governo volta a reforçar desconto do ISP na gasolina e no gasóleo

O apoio fiscal ao gasóleo aumenta 2,13 cêntimos porque se espera uma subida de dez cêntimos para a semana. Na gasolina, o desconto é de 1,42 cêntimos perante previsão de subida de nove cêntimos.

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O Governo vai aumentar o desconto do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), tendo em conta a esperada subida dos preços dos combustíveis na próxima semana. O apoio sobre o gasóleo sobe para 2,13 cêntimos no caso do gasóleo e 1,42 cêntimos na gasolina.

Na portaria, publicada esta sexta-feira em Diário da República, o Governo explica que a partir de segunda-feira passam a vigorar descontos para o gasóleo rodoviário e gasolina que são de “80,52 euros e de 49,61 euros por 1000 litros, respetivamente”. Esta semana, o apoio atingiu 59,16 euros para o gasóleo e 35,39 euros para a gasolina por cada mil litros.

Esta decisão resulta da “perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma subida do preço do gasóleo rodoviário e da gasolina sem chumbo”, explica a portaria. De acordo com os dados do ACP, o gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir dez cêntimos e a gasolina nove cêntimos.

Esta semana, tanto o gasóleo como a gasolina desceram: 7,4 e 8,6 cêntimos, respetivamente. O Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis.

De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. O diesel regista um aumento acumulado de 34,5 cêntimos e a gasolina de 19,3 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 1,51%, para 88,38 dólares por barril e caminham para um ganho semanal de 1,52% — depois da descida de 2,15% na semana anterior.

Os EUA intensificaram a pressão económica sobre o Irão para que reabra o Estreito de Ormuz e a esperança de um acordo voltou a ser adiada. O secretário norte-americano do Tesouro, Scott Bessent, disse que Washington iria impor medidas económicas sem precedentes, mantendo simultaneamente o bloqueio naval aos portos iranianos, estando previstos novos anúncios na próxima semana.

As autoridades norte-americanas dizem que as forças americanas estão a aumentar a sua capacidade de escoltar navios através do estreito, embora a navegação continue a ser arriscada, com alguns petroleiros a desligarem os transponders. No Mar Vermelho, militantes houthis apoiados pelo Irão também atacaram a refinaria de Jazan, na Arábia Saudita.

Por outro lado, a Agência Internacional de Energia alertou também para um défice de abastecimento global mais acentuado, prevendo para 2026 o maior défice dos últimos cinco anos, o que veio aumentar a pressão sobre os preços da matéria-prima.

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