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⛽Combustíveis vão ter forte descida na próxima semana

Caso o apoio aos combustíveis não descesse, a descida esperada para a próxima semana seria a maior desde março de 2022, quando o diesel desceu 13,1 cêntimos.

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Os combustíveis vão registar uma descida acentuada na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá descer 8,5 cêntimos e a gasolina deverá descer perto de 10 cêntimos.

Estes valores já têm em consideração a revisão das taxas unitárias do Imposto Sobre produtos Petrolíferos (ISP), que o Governo publicou esta sexta-feira ao final do dia em Diário da República, numa portaria assinada pelos ministros das Finanças e da Energia.

Se o Governo não mexesse neste desconto temporário e extraordinário do ISP, a descida sentida pelos automobilistas na próxima semana seria a maior desde março de 2022, quando o diesel desceu 13,1 cêntimos.

O Executivo estabeleceu o limiar nos dez cêntimos de subida, para apoiar os combustíveis. De sublinhar que o aumento de dez cêntimos é contabilizado a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. O diesel regista um aumento acumulado de 41,9 cêntimos e a gasolina de 27,9 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Esta semana, o gasóleo subiu 0,2 cêntimos e a gasolina desceu 0,8 cêntimos. O forte aumento dos preços dos combustíveis na bomba, por vezes desfasado da evolução da cotação da matéria-prima levou o Executivo a pedir à Entidade Nacional para o Setor Energético que analisasse os movimentos dos preços por não ver justificação para que os preços dos combustíveis demorem mais a descer do que a subir. A ERSE, que recebeu o pedido em 15 de julho, dispõe de 20 dias úteis para apresentar a análise. Caso estejam reunidos os pressupostos previstos na lei, a ministra pediu ainda ao regulador que avalie uma eventual proposta de fixação excecional de margens máximas.

Esta semana, com as perspetivas de um acordo de paz no Médio Oriente, o acordo entre Teerão e Omã para uma reabertura parcial do Estreito de Ormuz ditaram a forte descida semanal do preço do Brent, que serve de referência para o mercado europeu — a descida esperada é de 6,88%. Mas com o impasse nas negociações, o barril que esteve a negociar abaixo dos 80 dólares durante grande parte da semana segue esta sexta-feira a valorizar 0,73% para os 83,11 dólares por barril.

Nas duas primeiras sessões da semana, o Brent acumulou uma queda de mais de 12%, perante as expectativas otimistas do mercado em relação às negociações para o fim do conflito no Médio Oriente. Devido à falta de progresso nas negociações para a reabertura do estreito, o barril está nos níveis registados a 3 de agosto.

(Notícia atualizada às 21h45 com portaria do Governo)

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