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Ramo Vida cresce, mas 80% dos portugueses continua a depender da Segurança Social para a reforma

Os portugueses estão mais conscientes da necessidade de poupar para a reforma, mas continuam longe de agir em conformidade, defendeu a CEO da Real Vida Seguros. Assista aqui ao painel.

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O ramo Vida está a crescer em Portugal, mas a maioria dos portugueses continua a confiar quase inteiramente na Segurança Social para financiar a reforma. Este foi o retrato traçado por Marta Graça Ferreira, CEO da Real Vida Seguros, no painel “Vida, poupança e reforma: como ajudar o cliente a escolher melhor?”, no Fórum Nacional de Seguros 2026.

Marta Graça Ferreira, CEO da Real Vida Seguros. “Temos de comunicar de forma clara: dizer ao cliente que, dada a idade que tem, precisa de começar a poupar um determinado valor, durante um determinado tempo, em função do seu perfil.”

O ramo Vida “cresceu 17% no ano passado” e acelerou este ano, com um crescimento de “cerca de 28% no primeiro trimestre”. Tanto os produtos ligados a “fundos de investimento”, como os que não estão, registam subidas.

Mas, para Marta Graça Ferreira, este crescimento continua sem resolver o problema. “Os portugueses estão mais conscientes, mas entre estarem mais conscientes e atuarem sobre o problema vai uma grande distância”, sublinha. Citando dados do quarto inquérito sobre literacia financeira, a CEO da Real Vida Seguros explicou que “80% dos portugueses” apontam os descontos para a Segurança Social como o pilar do financiamento da sua reforma, uma mentalidade que considera arriscada.

O aviso é dirigido, em particular, às gerações que hoje têm 40 e 50 anos: “a partir de 2050”, alerta, vão sofrer uma “quebra de rendimento significativa” já na idade da reforma, altura em que também aumentam as necessidades de cuidados de saúde por via do envelhecimento. “A probabilidade de as pessoas terem uma perda de rendimento no momento da reforma é extremamente grande“, sublinha.

Uma das soluções, defende a CEO da Real Vida Seguros, passa por simplificar a mensagem ao cliente, substituindo os alertas genéricos por conversas concretas e personalizadas: quanto poupar, durante quanto tempo, e com que perfil de risco. “Temos de comunicar de forma clara: dizer ao cliente que, dada a idade que tem, precisa de começar a poupar um determinado valor, durante um determinado tempo, em função do seu perfil, com risco ou sem risco.”

Veja aqui na íntegra o painel onde Marta Graça Ferreira discutiu este tema.

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