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Libax integra IA nos sistemas tecnológicos dos mediadores

A software house portuguesa acaba de lançar, e diz-se pioneira, a integração de ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, no sistema de gestão dos distribuidores de seguros.

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A Libax, empresa portuguesa de software para a distribuição de seguros, passou a disponibilizar uma integração através do Model Context Protocol (MCP) que permite a ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, consultar informação existente no sistema de gestão dos mediadores. “A tecnologia permite fazer perguntas em linguagem natural sobre clientes, em vez de navegar manualmente pela aplicação”, explica Hugo Gonçalves, CEO da Libax, a primeira versão permite consultar sobretudo informação das fichas de clientes, estando previstas atualizações semanais.

Para Hugo Gonçalves, CEO da Libax, o objetivo é “reduzir o número de operações manuais necessárias para executar tarefas administrativas e de acompanhamento da carteira”.

Na prática, um mediador pode, por exemplo, pedir à IA para identificar clientes que fazem anos numa determinada semana, verificar se um cliente deu consentimento ao RGPD ou identificar valores em dívida. A informação é consultada diretamente no Libax, sem necessidade de exportar dados ou copiar informação entre aplicações. O objetivo é reduzir o número de operações manuais necessárias para executar tarefas administrativas e de acompanhamento da carteira.

A integração permite também utilizar a informação obtida para desencadear outras tarefas, afirma Hugo Gonçalves. Nos testes realizados pela empresa, uma consulta sobre aniversariantes permitiu gerar um e-mail personalizado pronto a enviar, enquanto a identificação de clientes sem consentimento RGPD permitiu preparar uma comunicação para regularizar a situação. O potencial poderá estender-se a tarefas como acompanhamento de renovações, cobranças, segmentação de clientes, campanhas comerciais e preparação de comunicações.

Outro desenvolvimento relevante é a possibilidade de combinar os dados do Libax com documentos internos, procedimentos, Excel, e-mail e calendário através de ferramentas de IA. Para os mediadores, isto pode permitir, por exemplo, cruzar a informação da carteira com procedimentos internos e transformar uma consulta numa tarefa concreta. A utilização efetiva dependerá, contudo, das permissões atribuídas à IA e dos mecanismos de segurança e proteção de dados implementados.

Criada em 2010, a Libax desenvolve software SaaS para a distribuição de seguros. Segundo Hugo Gonçalves, a plataforma tem atualmente cerca de 600 sistemas em utilização e aproximadamente 7.500 utilizadores diários. A empresa faturou mais de 450 mil euros em 2025, utilizando um modelo de negócio SaaS puro: não exige aquisição de servidores ou contratos de manutenção, sendo o acesso à plataforma pago de acordo com o plano e funcionalidades contratados.

Para os mediadores, a principal alteração introduzida pelo MCP é passar de uma lógica de consulta dentro do software para uma interação através de linguagem natural. A primeira versão está limitada essencialmente à consulta de dados de clientes, mas a Libax pretende alargar progressivamente o número de funcionalidades acessíveis através de IA. O impacto potencial está sobretudo na automatização de tarefas repetitivas — desde encontrar informação e identificar clientes até preparar comunicações — libertando tempo dos mediadores para atividades comerciais e relacionamento com clientes.

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