A ASF, entidade supervisora dos seguros, acaba de confirmar até 2028 a administração das seguradoras Victoria Seguros e Victoria Vida que continua presidida por Jacques Chanut, empresário francês de construção que também é presidente da mutualista de seguros SMABTP, detentora de 100% do capital das companhias portuguesas.

Francisco Campilho mantém-se CEO e foi igualmente confirmado Carlos Suárez como vogal da comissão executiva, sendo os dois igualmente membros do conselho de administração em conjunto com Hervé LeBlanc, Philippe Desurmont e Pierre Esparbes.
O CEO Francisco Campilho está nas Victoria desde 2004 e Carlos Suárez desde 2012, momento da compra da seguradora espanhola ASEFA.
O grupo Victoria é o 11º maior em Portugal, com 1% de quota de mercado, tendo crescido 9,5% e atingido cerca de 172 milhões de euros em prémios em 2025. Tem uma forte posição no ramo Saúde, onde em 2025, tinha 3,6% de quota e era a quinta maior seguradora de mercado. É ainda líder do segmento de seguros marítimos e transportes com 30% de quota.
A Victoria mudou de recentemente de parceiro operacional para a saúde para a AdvanceCare, embora ainda detenha, através da SGPS que controla 100% das duas seguradoras, uma posição de 40% do capital da concorrente Future Healthcare, liderada por José Pina.
A companhia Victoria Seguros responsável pelos ramos Não Vida, obteve um resultado líquido consolidado positivo, de 11,54 milhões de euros e um rácio de solvência de 323,2%, muito acima do mínimo regulamentar (100%), evidenciando uma posição de capital bastante confortável. Já a a Victoria Vida tinha um rácio de solvência de 224,1% no último dia do ano passado, igualmente muito superior às exigências legais.






