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Engenharia Aeroespacial lidera acesso ao ensino superior com 19,5 valores

Engenharia Aeroespacial da FEUP tem a nota mais alta da primeira fase, com 19,5 valores. No extremo oposto, Gestão e Informática em Lamego fecha nos 9,7, segundo os dados oficiais de colocação.

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Uma aluna observa as pautas para o exame de Português do 12.º ano no dia da realização da greve geral dos professores aos exames, no Liceu Camões, em Lisboa, 17 de junho de 2013. Os professores, que começaram por fazer uma greve ao serviço de avaliações, decidiram agendar uma paralisação geral para hoje para contestar o regime de requalificação profissional e a mobilidade geográfica proposta pelo Governo, bem como o aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais. MIGUEL A. LOPES / LUSA© MIGUEL A. LOPES / LUSA

Engenharia Aeroespacial na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) é o curso com a nota de candidatura do último colocado mais elevada na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026. O último estudante colocado através do contingente geral entrou com 19,50 valores, segundo os dados do Instituto para o Ensino Superior.

A mesma licenciatura ocupa, de resto, três dos cinco primeiros lugares da tabela. Engenharia Aeroespacial na Universidade do Minho fecha nos 18,98 valores e no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, nos 18,60. Pelo meio surgem Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com 18,67, e Engenharia e Gestão Industrial na FEUP, com 18,65.

Medicina continua também entre as formações que exigem notas mais elevadas. O último colocado no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, entrou com 18,57 valores, seguindo-se Medicina na Universidade do Minho, com 18,42, e na Universidade de Aveiro, com 18,38. Engenharia e Medicina dominam, assim, os lugares superiores da classificação.

No extremo oposto, a classificação mais baixa pertence a Gestão e Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, do Politécnico de Viseu, onde o último colocado entrou com 9,70 valores. Biologia na Universidade dos Açores e Turismo no Politécnico de Beja ficam nos 9,80 valores, enquanto Engenharia de Sistemas de Computadores no ISEL e Educação Ambiental e Turismo de Natureza no Politécnico de Santarém registam 9,90 valores.

Seguem-se três formações com 10 valores, Contabilidade no Politécnico de Bragança, Contabilidade e Finanças em regime noturno no Politécnico de Setúbal e Gestão da Distribuição e da Logística em regime pós-laboral na mesma instituição. Ciências do Ambiente na Universidade do Minho e Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional no Politécnico de Tomar ficam nos 10,05 valores. Informação Turística, na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, com 10,10 valores, também está entre as mais baixas.

Quanto à ocupação, nove dos dez pares instituição/curso com as classificações mais altas preencheram as vagas iniciais. Em sentido contrário, todos os dez com as notas mais baixas deixaram lugares por ocupar.

Engenharia Aeroespacial mantém a posição que já ocupava entre os cursos mais procurados. Na FEUP, a nota do último colocado sobe de 19,43 valores em 2025 para 19,50 este ano. Na Universidade do Minho passa de 18,85 para 18,98 e no Técnico de 18,50 para 18,60.

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A primeira fase colocou 49.991 estudantes, mais 13,9% do que no ano passado. A taxa de ocupação das vagas atingiu 88,9%, mas permanece uma diferença significativa entre os subsistemas, com 95,6% no ensino universitário e 80,0% no politécnico. Para a segunda fase ficam disponíveis 6.639 vagas.

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