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Zurich: Projeto de construção sem seguro terá dificuldade de financiamento

Estudo da seguradora suíça revela novas dificuldades para o setor da construção. Um projeto que não consiga obter um seguro dificilmente será financiado. Os riscos aumentaram e interligaram-se.

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Os riscos associados a catástrofes naturais e eventos climáticos extremos estão cada vez mais a impor um novo requisito na indústria da construção, na medida em que um projeto que não consiga obter um seguro dificilmente será financiado, revela novo relatório “Beyond 2030: The Future of Construction”, agora divulgado pela seguradora Zurich, que elenca os principais riscos que se apresentam atualmente ao setor da construção e alerta para a relação que existe entre a viabilidade financeira de um projeto e a sua capacidade de garantir cobertura de seguro.

José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal: “O futuro da construção irá favorecer as organizações que incorporam a resiliência nas decisões chave desde o início, integrando clima, capital, tecnologia e mão de obra”.

O relatório revela que o setor enfrenta uma convergência de riscos sem precedentes. Os eventos climáticos extremos e os desastres naturais são classificados como o risco mais severo (com uma pontuação de 6.2 em 7), seguidos de perto pelas vulnerabilidades do mercado financeiro (5.7) e pela dinâmica do mercado de trabalho (5.6). Estes riscos já não atuam de forma isolada, mas interligam-se e amplificam-se mutuamente, aumentando a fragilidade dos projetos.

Apesar das melhorias já verificadas, os processos ainda não se adaptaram ao ambiente de risco em que operam: os grandes projetos de construção continuam a registar derrapagens orçamentais de cerca de 80% e atrasos nos prazos superiores a 50%. A somar a estes, elencam-se agora novos riscos, como os ataques cibernéticos, cuja cobertura para perdas globais se limita a apenas 1%. Esta falta de cobertura de seguro não só leva as entidades financiadoras a rever termos ou a reduzir o financiamento, mas também deixa o impacto financeiro diretamente nas mãos de construtores e proprietários.

“O setor da construção está a adaptar‑se a novas formas de planear, financiar e executar projetos, mas nem todas constroem resiliência”, afirma José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal, confirmando que “algumas soluções apenas deslocam o risco – dos donos de obra para os empreiteiros ou do presente para o futuro”.

Coutinho sublinha que o estudo “mostra que o futuro da construção irá favorecer as organizações que incorporam a resiliência nas decisões chave desde o início, integrando clima, capital, tecnologia e mão de obra no próprio modelo de entrega”.

O relatório da Zurich defende uma nova abordagem para a gestão de risco, num contexto em que as estruturas de financiamento se tornam mais restritivas e a margem para erros é cada vez menor. Segundo o estudo, as condições de acesso ao seguro tendem a refletir os riscos de um projeto antes mesmo de estes serem reconhecidos pelos mercados de capitais, pelo que a segurabilidade deve ser encarada por proprietários e empreiteiros como um indicador estratégico, a par do custo, do calendário de execução e da segurança.

O relatório Beyond 2030: The Future of Construction baseia-se em entrevistas a 31 especialistas, com o objetivo de mapear as novas pressões que atualmente afetam o setor da construção civil. Pode consultar o relatório completo aqui.

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Comentários (1)

  • Fala Verdade

    O maior risco, óh chonhinas, é confiar nas inseguradoras. Vai ao Portal da Queixa e lê,deixa dessas propagandas da treta…Cuidado com as in seguradoras. Não confiem . Abram o olho! O tal estado/desgoverno falhado é que devia ter Seguros a sério para a  população e outros…

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